3 curiosidades sobre o trabalho dos comissários de bordo

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Dá tempo de conhecer as cidades nos intervalos entre voos?

Existem dois tipos de voo. Um deles é de ida e volta. Nesse caso, nem saio do aeroporto, pois retorno no mesmo avião em seguida. O outro tipo é voo com pernoite. Aí, sim, dá tempo de conhecer a cidade, porque passamos de 24 a 48 horas nela. 

Quando deixam o aeroporto, os tripulantes trocam mensagens sobre o que pretendem fazer no tempo livre. Alguns colegas preferem ficar descansando no hotel, outros vão se exercitar na academia. Há quem visite amigos. Eu sempre escolho passear, nem que seja sozinho. Assim que chego ao hotel, vou conhecer seus arredores: as ruas, o comércio o transporte público. Mesmo que eu já conheça o lugar, pesquiso na internet novos bairros e restaurantes. 

 

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Quantos dias livres o tripulante tem por mês?

Em média, temos de dez a doze dias livres mensalmente - na temporada baixa, até catorze. Nossa escala funciona assim: se voamos cinco dias, folgamos dois; quando voamos oito dias, descansamos quatro. Lembrando que pernoitar no hotel é trabalho. O dia é considerado livre quando estamos na nossa base, que no meu caso é Santiago. As folgas podem cair em qualquer dia da semana, não somente no sábado e no domingo. 

 

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Quando o comissário sabe que vai voar?

No dia 25 de cada mês, recebemos a escala de voos do mês seguinte. Nesse informativo sei para onde irei, em que hotéis ficarei hospedado e quais são os horários dos voos. Com esse calendário em mãos, consigo planejar meus dias livres muito bem. Já sei se poderei ir ao aniversário de uma pessoa ou não. Agendo médico e dentista.

Temos direito a seis dias livres adicionais por ano. Significa que posso solicitar folgas excepcionais para participar de eventos importantes, como o casamento de um amigo ou o batizado de um sobrinho. A última vez que pedi foi para passear em Madri. Juntei o livre adicional aos quatro dias de folga que já tinha e fiz uma viagem internacional.