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A arte boliviana pelo pintor Mamani Mamani

Rafael Bahia

Angelo Dal Bó

Em cores e simbologias, o artista Mamani Mamani pinta a Bolívia

 

“Jallalla” é uma palavra repetida frequentemente pelo artista plástico Roberto Mamani, uma expressão que vem do quéchua e do aimará para evocar positividade e entusiasmo. Escolha adequada, considerando seu trabalho.

Conhecido na Bolívia como Mamani Mamani, ele usa da simbologia indígena em telas, esculturas e fotografias, representando raios,  animais e entidades. Sua obra também traz cores, muitas cores, que saltam ainda mais aos olhos na luminosidade intensa de La Paz.

 

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Há 30 anos o artista vive de sua arte, um autodidata inspirado pela avó. Conhece bem o país porque, quando criança, viajava com o pai para vender milho. Hoje o ateliê virou ponto turístico na vizinhança histórica da Calle Jaén.

Já célebre, foi convidado a pintar murais no saguão da Casa Grande del Pueblo, a nova sede presidencial. No maior deles, faz referência à bandeira Whipala, que representa os povos dos Andes, ladeada por elementos da fauna e flora nacionais.

 

“Minha arte é um aporte para valorizar nossa identidade”, diz. “Somos um povo plural, com muito a dizer.” Por coincidência, um senhor o interrompe ao passar pelo ateliê a gritar: “Mamani  Mamani! Orgulho da Bolívia!”

 

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